Autor: Angel Hernando Tradução: Vanessa Matos https://doi.org/10.3916/escuela-de-autores-163 Quando recebemos um relatório editorial/ avaliação de um dos editores da revista, estamos diante de uma fase crucial do processo de publicação. Em primeiro lugar, teremos que distinguir se nosso artigo é aceito com pedidos de modificações menores (ou maiores) ou se, ao contrário, foi rejeitado. Neste último […]

Autor: Angel Hernando Tradução: Vanessa Matos

https://doi.org/10.3916/escuela-de-autores-163

Quando recebemos um relatório editorial/ avaliação de um dos editores da revista, estamos diante de uma fase crucial do processo de publicação. Em primeiro lugar, teremos que distinguir se nosso artigo é aceito com pedidos de modificações menores (ou maiores) ou se, ao contrário, foi rejeitado. Neste último caso, recomendamos não responder, mas levar em consideração todos os indícios que consideramos pode enriquecer futuramente o trabalho e melhorá-lo, antes de enviá-lo para avaliação de uma nova revista.

O relatório chegará ao responsável pela correspondência eletrônica, através do qual todo o fluxo de comunicação com os autores é centralizado. Obviamente, a resposta é uma tarefa que todos os coautores devem realizar, cada um sendo responsável pela parte que lhe coube na contribuição do artigo (lembrando sempre que a versão final, antes do envio, deve ser revisada por todos os envolvidos). Este relatório de síntese editorial, que geralmente é chamado de parecer e traz questionamentos e sugestões aos pesquisadores, deve ser tomado como uma indicação de que o artigo enviado está no caminho certo. É muito importante enviar uma resposta correta, pois o que está em jogo é a publicação do trabalho. É necessário realizar um estudo detalhado do relatório entre todos os co-autores. O responsável pela correspondência deve enviar as indicações editoriais a todos e, de forma colaborativa, analisar o que os revisores e o editor lhes propõem, que podem acrescentar nuances a esse respeito.

O parecer deve ser respondido enfocando todos os pontos indicados, o que não significa que tenhamos de aceitar todos os pedidos que nos são solicitados. Basta aceitar o que é considerado relevante e, em caso de não aceitação de pedidos, justificá-los de forma fundamentada. Na verdade, quando as mudanças que você solicita não alteram a pesquisa e são relativamente fáceis de fazer, é preferível aplicá-las. Custa menos trabalho mudar do que entrar em uma discussão que, ao final, será estéril e pode levar a uma predisposição, por parte dos revisores, de rejeitar o artigo.

Em relação à resposta, indique as alterações de forma organizada e coerente. Procure criar, por exemplo, uma tabela com duas colunas, colocando nas células da primeira todas as indicações ou pedidos de mudança dos revisores, ou do editor, e nas células da segunda coluna a resposta oferecida pós-revisão. Algumas revistas indicam que está marcado em amarelo ou que o controle de mudança é usado para a segunda ou terceira versão. Outras podem solicitar que uma nova versão atualizada seja carregada na plataforma de gerenciamento de artigos. Caso contrário, o parágrafo e a linha onde foi feita a alteração devem ser claramente identificados para que na segunda rodada de avaliação os avaliadores possam verificar a alteração, facilitando o trabalho.

No texto final, da resposta ao relatório de síntese que o editor nos enviou, devemos ter muito cuidado com a linguagem utilizada e sermos respeitosos em todos os momentos. Você deve ir ao editor, que é quem nos enviará o e-mail com as alterações propostas, e iniciar o e-mail agradecendo tanto o trabalho deles quanto o dos revisores com frases como “as alterações propostas pelos revisores permitiram que melhorássemos significativamente o artigo previamente enviado.… ”.

Algumas revistas, como a Comunicar, especificam claramente aos revisores, em seu Código de Ética, a forma como devem se dirigir aos autores “A revisão por pares será realizada de forma objetiva. Nenhum julgamento pessoal sobre os autores das contribuições é considerado adequado. Os revisores são obrigados a apresentar razões suficientes para as suas avaliações… ”. Mas, se não for este o caso, se nas resenhas você observar aspectos relativos a julgamentos pessoais contra autores específicos, não “mexa no assunto” da discussão, pois o correto é entrar em contato com o editor responsável e expor os comentários. O que deve ser produzido e que sempre deve prevalecer é o debate científico. Também é conveniente conhecer e usar o modelo de revisão (se a revista o publicar) que os revisores usam, pois pode nos dar pistas ao responder.

Por fim, nunca é uma boa ideia oferecer respostas imediatas aos questionamentos e sugestões dos revisores. O calor do momento, principalmente se o parecer for negativo, pode cegar os pesquisadores autores e impedir que se visualize quesitos importantes para melhorar a qualidade do material.

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