Autor: Ignacio Aguaded – Tradução: Lilian Ribeiro/ O trabalho publicado em revistas científicas de alta indexação geralmente não é resultado de trabalhos desenvolvidos individualmente, mas de grupos de pesquisadores que, de forma planejada e rigorosa, iniciam a resolução de problemas a partir de projetos desenvolvidos e submetidos a chamadas públicas de pesquisa. Obviamente, é possível […]

Autor: Ignacio Aguaded – Tradução: Lilian Ribeiro/

O trabalho publicado em revistas científicas de alta indexação geralmente não é resultado de trabalhos desenvolvidos individualmente, mas de grupos de pesquisadores que, de forma planejada e rigorosa, iniciam a resolução de problemas a partir de projetos desenvolvidos e submetidos a chamadas públicas de pesquisa. Obviamente, é possível pesquisar na solidão, seja o resultado de uma tese de doutorado ou qualquer outro tipo de pesquisa, pois também é viável que, no nível individual, sejam desenvolvidas obras brilhantes, genuínas e valiosas que resultem em artigos excepcionais e fora do padrão. Mas é preciso reconhecer que esses casos nada mais são do que exceções que confirmam a regra, e que a ciência em todo o mundo tem um alto nível de complexidade que exige muitas ocasiões multidisciplinares e superespecializadas para o seu desenvolvimento.


O trabalho de pesquisa de excelência é apoiado por projetos competitivos que envolvem maior ou menor financiamento em todas as agências e ramos do conhecimento, onde o coeficiente de experimentação varia em termos de apoio, recursos, projeto e execução do projeto etc., dando certa solidez.

Nas revistas científicas de qualidade há um epígrafe final normatizado nos manuscritos onde esses financiamentos são coletados pelo selo “Funding Agency”, como sinal de reconhecimento de agências dedicadas ao financiamento de pesquisas competitivas de excelência, sejam nacionais ou internacionais. A nível europeu, a Comissão Europeia também tem sido referência no campo do financiamento da ciência da qualidade, com os Programas Marco e especialmente na última década com o “Horizon 2020”, com múltiplas vias e convocatórias de financiamento, projetando pesquisa altamente competitiva e multinacional.

No âmbito espanhol, juntamente com as políticas das Comunidades Autônomas com as competências transferidas no âmbito universitário, é o Ministério da Ciência, em seus diferentes significados, que tem basicamente apoiado a pesquisa de excelência no no âmbito público. Os I+D+i tradicionais há anos marcaram a política científica espanhola nos diferentes campos do conhecimento, registrando as melhores pesquisas realizadas na Espanha, com um registro surpreendente contra as oscilações políticas, embora com reduções orçamentárias significativas no período de crise, cada vez mais frequentes.

A nível global, há também organismos que apoiam projetos de pesquisa transnacionais, mas infelizmente seu peso é muito escasso e, em um mundo convulsivo à medida que nos movemos, eles estão se tornando mais escassos. Há também entidades privadas, especialmente fundações, dedicadas ao apoio à pesquisa, embora muito focadas em pesquisa tecnológica-científica e biomédica, e pouco presentes nas Ciências Sociais e ainda menos nas Humanidades.

A CrossRef, empresa de referência global como uma organização sem fins lucrativos destinada a melhorar o acesso, a comunicação e a busca na comunidade acadêmica, possui um produto FundRef que registra desde 2013 as agências que apoiam pesquisas em todo o mundo, gerando um valioso ranking de financiadores que valorizam a pesquisa de qualidade e seus suportes a serem reconhecidos internacionalmente.

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